Pois bem... acontece que há já muito tempo que não vinha aqui escrever...
Desleixei-me um pouco!
Eu criei este blog para poder escrever todos os meus pensamentos. Infelizmente penso demasiado, e o meu cérebro não pára um só instante. Sei que pode parecer estranho (ou não), mas acontece que passo a vida a falar sozinho (comigo mesmo) em pensamento... Sempre é melhor que falar em voz alta, eu sei, mas mesmo assim não é bom.
Por isso decidi criar este blog, para poder falar à vontade, neste caso escrever à vontade, sem me preocupar se estou a falar sozinho ou não.
Acontece que me aborreci de escrever, porque simplesmente já não tinha paciência de me sentar em frente de um computador sem ser única e exclusivamente para trabalhar.
Mas agora que as minhas férias estão no fim, acontece que sinto falta de falar com as pessoas com quem estou habituado a falar (os meus amigos). Nas férias desligo-me um bocado (daqueles gigantes) de tudo e de todos, mas depois sinto a falta de os ter perto de mim.
A realidade é que já estou cheio de soidades de todos e de falar e brincar e... enfim... conviver.
Sinto falta dos meus amigos, sinto falta do meus secundário em que estávamos todos juntos, com tempo mais que suficiente para conviver, brincar... Agora com a faculdade, cada um para seu lado, sempre todos cheios de trabalho... A mim custa-me muito... Sei que existem pessoas que não dão valor à amizade, mas eu dou. Dou valor a cada amizade que ganho, e que vou construindo. Ainda dou mais valor àquelas amizades que se vai construindo como uma casa. Casa essa que vai começando a ser construída de raiz, mas que ás vezes, por falha de alguém, fica uma parede mal construída, e depois temos de refazer tudo outra vez até ficar perfeito. E uma casa, temos sempre de tomar conta dela, limpá-la, fazer remodelações de vez em quando. E mesmo que apareça um sismo e venha abaixo, voltamos a erguer a casa, mais bonita que antes.
As amizades são assim para mim. Por mais erros que façamos, por mais abalos que haja, o que conta é que tentemos ter a melhor casa possível.
Sinto falta de todos.
Às vezes dou por mim quase a chorar ou a chorar mesmo (e não tenho vergonha de o dizer) só por não os ter perto de mim, ou por ser convidado a estar perto daqueles de quem gosto e não poder.
Mas a vida é mesmo assim.
Temos de ir construindo a casinha.
E vou-me embora, depois de desabafar um bocadinho.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
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