Foi com enorme pesar que no dia 14/03/2008, recebemos a notícia da morte de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Todos aqueles pertencentes a movimentos, católicos e não católicos, bem como toda a comunidade cristã e até alguns dirigentes políticos, sentiram profundamente esta perda, a nível Mundial.
Para homenageá-la, pois seguimos a sua força e determinação, decidimos escolher um texto do seu livro “A arte de Amar”.
“Fazer-se um. Fiz-me tudo para todos.” (1 Cor 9,22)
“Fazer-se um” completamente: Diante de cada próximo devemos saber esquecer (ainda que por breves momentos) qualquer outro compromisso, tudo o que estamos a fazer de bom, de grande e de útil, para estarmos prontos a “ fazermo-nos um “ com ele completamente. Prontos a “fazermo-nos um” com a medida do saber morrer pelo outro.
É esta a vida cristã.”
Visto que o que saiu inicialmente, (sim porque os textos são sempre escolhidos segundo aquilo que Ele deseja, ou seja, ao acaso), era apenas uma frase, que já por si só diz muito. Mesmo assim, decidimos acrescentar mais alguma coisa, e não podia ter saído melhor que a explicação da frase.
Realmente Chiara fazia-se um com cada outro, dando sempre sem esperar nada em troca, amando porque as pessoas precisam de ser amadas e ajudadas. Não é só aquelas que precisam mesmo, toda a gente tem de ser amada. Chiara entregou-se completamente a viver como Jesus nos ensinou e o seu feito mais importante foi ajudar-nos a viver também dessa forma, mostrando como podíamos passar das palavras, aos pequenos simples actos, ou como ela dizia às “Pequenas Coisas”. Sim porque não são só os grandes feitos que realmente valem a pena, os pequenos também apresentam muita importância e por vezes maior grandiosidade. Aceitava o seu fado à semelhança de Maria, por isso mesmo a sua última palavra no leito da morte, foi “SIM”. O sim de Maria, era sincero, honesto, sentido, leal e com muito amor, tal e qual como Chiara. Aquela MULHER transbordava AMOR, e vontade de tornar o MUNDO UNIDO no amor e na paz.
Vai ser uma pessoa cujos seus ensinamentos eu nunca vou conseguir esquecer, nem eu, nem ninguém do movimento. Uma pessoa que desde a 2ºguerra mundial, faz uma revolução cheia de amor por todos aqueles que se cruzaram com ela, nunca esperando receber deles nada, mas mesmo assim dando continuamente. Que luta até aos dias de hoje, com muita garra por este amor, nunca desistindo por mais difícil que seja o caminho, merece tudo aquilo que lhe possamos dar.
Aqui deixo o meu muito obrigado pela sabedoria que me transmite há 8 anos, e que apesar de não se encontrar fisicamente entre nós, vai continuar a transmitir.
Eternamente OBRIGADA!
Mónica Florêncio
Sim, Chiara foi desde sempre um exemplo para nós. Foi e será, pois as pessoas que deixam a sua marca neste mundo nunca desaparecem, o nosso exemplo de Amor Vivo. Para mim, foi aquele alguém que me leva a acreditar que este mundo pode, de facto, ser melhor, que todos podemos criar um mundo em que a Unidade não seja apenas uma utopia. Todos nós, acreditemos em Deus ou não, conhecendo o Movimento do Focolares ou não, conscientes ou não que temos esse ideal.
“Fazer-se um. Fiz-me tudo para todos”, realmente nenhuma outra frase podia explicar tão bem quem era Chiara e qual era o seu propósito de vida. Para quem não sabe ela amava, dava a vida, dava o que tinha e o que não tinha por cada outro que se cruzasse com ela e que precisasse. Ela era assim.
Costumamos dizer que o mais difícil é começar uma Revolução, mas nós já não temos de nos preocupar com isso, Chiara começou-a por nós. Disse-nos o que devemos fazer, manda-nos «morrer» quando é preciso e garante-nos que nunca estamos sozinhos e que quando sentimos alguma solidão, revolta, desilusão não somos mais que um Jesus Abandonado, aquele mesmo que está sempre à nossa espera, aquele que morreu e sofreu por nós, aquele nos deu as ferramentas para vivermos num mundo de Paz e Amor.
Talvez tenha sido ironia Chiara ter morrido um dia antes da IV Noite de Fados, mas tenho a certeza que este triste acontecimento fez com que um grupo se voltasse a unir onde alguns nós estavam a desfiar-se.
A ti Chiara, o meu OBRIGADO, porque me ensinaste a AMAR O AMOR, fazendo com que este passasse a ser o meu ideal, passasse a ser a minha (nossa) forma de vida. E já sabes que continuaremos a precisar das tuas dicas, por isso, onde quer que estejas, olha por nós, como Maria.
Patrícia Dôro
Desta forma, também deixo aqui, a minha mais sincera opinião, agradecimento e homenagem àquela que, para mim, foi sem duvida uma grande mulher.
Foi Chiara que me ensinou grande parte do que sei hoje. Sempre que necessitava de ajuda, bastava-me abrir um livro dela, e ela dizia-me tudo aquilo que eu precisava ouvir. Mas, não só conseguia tocar-me com as suas palavras, a mim que sou cristão, como a todos os que as ouviam. Ela conseguia falar de forma simples, clara, concreta, mas acima de tudo, conseguia falar para todos. Ensinava cada pessoa a amar, a dar cada passo como se fosse o ultimo, a vivermos cada momento como se não existisse amanhã. Ensinou-me a dar valor a cada pequenina coisa, e, principalmente, que podia ser eu a fazer as pequeninas coisas, que, por mais pequenas que fossem, podiam mudar o mundo de alguém. Ensinou-me que não preciso de mudar o mundo inteiro, mas que consigo, com pequenos gestos, mudar o dia de alguém, e que, se todos fizermos estas pequeninas coisas, mudaremos o mundo.
Todo o seu trabalho, sacrifício esforço, dedicação, não acabam aqui. Muitos de nós continuamos a seu ideal, o nosso ideal, o mundo unido, o amor. Ela fez o mais difícil, resta-nos a nós, não a desapontarmos. Cabe a cada um de nós, fazer estes pequenos gestos, para ajudar um vizinho, um amigo, ou mesmo um desconhecido. Assim, amando cada um, fazendo-nos um, conseguimos um mundo melhor.
OBRIGADÃO por tudo o que me ensinaste. E agora, tentarei transmitir a cada um, tudo aquilo que nos ensinaste.
Até sempre, Chiara, sempre viva connosco, sempre ‘um’, sempre no amor.
Filipe Gouveia
quarta-feira, 19 de março de 2008
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